Prefeitura Municipal Através da SEMED Oferecerá Projeto de Apoio Educacional: Conectados pela Aprendizagem

Foi pensando nas crianças prejudicadas pela ausência das atividades dentro de sala de aula, durante a pandemia, que a Secretaria Municipal de Educação criou o Projeto de Apoio Educacional: Conectados pela Aprendizagem, com o intuito de não deixar que nenhuma criança avance de ano sem saber, de fato, o que exige seu currículo escolar.
 


Conheça o projeto:

Podemos afirmar com certeza dizer que pandemia do Covid-19 foi uma das consequências para a educação no que diz respeito no uso repentino do ensino a distância, pode-se afirmar que essa mudança radical tenha levado ao abaixo índice de aprendizagem se comparado ao ensino presencial. Isso devido professor, alunos, famílias e escolas serem obrigados a se readequarem inesperadamente a uma nova situação. No intuito de amenizar as dificuldades e deficiências dos alunos durante seu percurso escolar, e principalmente, no período de isolamento referente a pandemia, a Secretaria Municipal de Educação de Boa Esperança neste ano de 2022, sentiu a necessidade na busca de uma alternativa visando contribuir na aprendizagem dos alunos da Rede Municipal de Ensino.

Tendo como parâmetros os baixos índices de aprendizagem; resultados das informações apresentadas pelas unidades escolares do município: fichas de avaliações individuais dos alunos (instrumentos de avaliação processual dos professores); os diagnósticos internos e Conselhos Escolares; Projetos de Intervenções, entre outros, observa-se a necessidade de desenvolver alternativas que auxiliem o professor no processo de aprendizagem de leitura/escrita e das quatro operações. Nessa perspectiva, o foco central deste projeto reside na utilização dos recursos tecnológicos educacionais no apoio as unidades escolares, de forma a tornar as aulas mais interativas, e atrativas para os alunos que já estão em contato com essas ferramentas.

Poucos estudantes sabem usar as tecnologias de forma a potencializar o conhecimento, competências e habilidades necessárias ao desenvolvimento integral. Nos processos educativos, a presença dos recursos tecnológicos ainda é vista com certo receio por boa parte dos professores, diretores e colaboradores (SILVEIRA, 2012). A resistência que se tem à inserção de ferramentas digitais como suporte ao ensino se justifica pelo fato de a maioria dos professores não ter nascido, nem sido alfabetizada em contexto semelhante à conjuntura digital presente. “A preparação adequada de professores para incorporar as tecnologias ao processo pedagógico tem mostrado ser capaz de intervir positivamente nesse desenvolvimento”, Com isso contribui no processo de recuperação e realinhamento dos conteúdos em defasagem conduzindo-o avançar no processo de ensino aprendizagem e a aprendizagem para o domínio.

Entendendo que a geração atual nomeada pelo sociólogo australiano Mark McCrindle, de Geração alpha, referência dada às crianças nascidas a partir do ano de 2010, que já nasceram hiperconectados no mundo digital, deu-se a necessidade da criação do Projeto de apoio educacional CONECTADOS PELA APRENDIZAGEM, que visa usar a tecnologia à favor da educação esperancense, auxiliando o professor e o aluno nas atividades escolares, tornando às aulas mais interativas e atrativas. Devido as TICs multiplicarem as possibilidades de pesquisa e informação para os alunos, que munidos dessas novas ferramentas tornarão a aprendizagem ativa e passarão a protagonizar o processo de educação. Contudo, o desenvolvimento das novas tecnologias não diminui o papel dos professores, que agora devem ensinar os alunos a avaliar e gerir a informação. Nesse contexto, os docentes passam a ser organizadores do saber, fornecendo meios e recursos de aprendizagem, provocando o diálogo, a reflexão e a participação crítica. 


- Estamos em plena era tecnológica digital. Os recursos tecnológicos, estão cada vez mais acessíveis à população tornando-os indispensáveis no cotidiano de cada um de nós. Não é exagero dizer que hoje em dia é quase impossível viver sem estar conectado a alguma rede de informação e ou comunicação veiculada pelas tecnologias, seja para estudar, trabalhar ou como forma de entretenimento. Além de estarmos conscientes e dependentes das novas tecnologias, um fator decisivo quando optamos pelo uso de tecnologias digitais na escola é um olhar realista sobre nossos alunos. As crianças de hoje, antes mesmo de serem alfabetizadas, já estão expostas ao uso de algum tipo de tecnologia digital em suas casas. Elas crescem lidando naturalmente com máquinas e estão familiarizadas com comandos digitais para fazer o que quiserem. São seres motivados pelas novas tecnologias, aprendem tudo e qualquer coisa por meio delas, em destaque por meio da internet. Portanto, proporcionar a prática da inclusão digital na escola, nada mais é do que seguir o fluxo da evolução humana que está cada vez mais tecnológica. É importante ressaltar que a tecnologia não pode substituir os professores, nem é provável que isso ocorra. De acordo com uma pesquisa da consultoria norte-americana McKinsey & Company, o ensino é uma das profissões menos prováveis de ser automatizada no futuro.

Base Nacional Comum Curricular deixa ainda mais evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da realidade das escolas. Segundo a BNCC, os estudantes devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para:

Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.

 O uso das TICS (é a sigla para Tecnologias da Informação e da Comunicação e diz respeito às máquinas e programas que geram o acesso ao conhecimento. Elas consistem no tratamento da informação, articulado com os processos de transmissão e de comunicação), de fato, facilitam a aprendizagem escolar segundo a pesquisadora e professora Camas (UFPR). Para ela o mundo em que vivemos é praticamente digital, portanto, faz-se necessário uma escola condizente com este aspecto tecnológico. No entanto, estas novas ferramentas digitais devem ser vistas como parte do processo ensino aprendizagem, e não como todo ele. Contudo, para a pesquisadora não são as novas tecnologias que garantem melhores resultados na educação, mas sim a promoção da construção do conhecimento de forma colaborativa e atualizada dos envolvidos no processo ensino aprendizagem. As novas tecnologias representam o meio atual para se alcançar estes objetivos, assim como as outras tecnologias o foram em outras épocas, a exemplo o quadro de giz, o livro, a caneta e etc.

Por novas tecnologias entende-se a convergência de tecnologias e mídias para um único dispositivo, que pode ser o notebook, o celular, o tablet, a lousa digital, o robô e quaisquer outras que surjam. Para o uso educacional, interessa particularmente a produção colaborativa de conhecimento, o registro, a busca de informações atualizadas, a autoria e a coautoria de nossos alunos, um professor e um gestor aberto às mudanças e também reflexivo. O importante, independentemente da tecnologia, é entender, criar e dar vazão a uma nova escola, que vislumbre o currículo como o caminho a ser construído para e pelos aprendizes, incluindo alunos, professores, gestores e familiares.

Diante do exposto, concluir-se que o uso dos TICs torna-se indispensável   no espaço escola na contemporaneidade, propondo seu uso como um instrumento para reforço, intenciona também reforçar a aprendizagem colaborativa entre alunos e professor, uma vez que nem todos os alunos, e professores, possuem domínio imediato sobre o uso da ferramenta tecnológica. E a ideia é exatamente esta, construção, troca e valorização de saberes de forma coletiva com o propósito de melhorar a aprendizagem para o domínio de cada ser envolvido. A ferramenta didática proposta em questão como instrumento de reforço, trará atividades que poderão ser praticadas em hora e local desejados pelos usuários, além da sala de aula, o que possibilita uma grande oportunidade de ativar a autonomia do aluno na construção dos seus saberes e realinhar os conteúdos em defasagem proporcionando à promoção para série posterior.

 

PÚBLICO-ALVO: 

- Alunos que apresentarem   dificuldades   de   aprendizagem e defasagem escolar e profissionais da educação que não possuem facilidade no uso dos TICS em sala de aula

OBJETIVO GERAL

- Promover o apoio pedagógico através dos TICs, e formação de profissionais da educação, visando contribuir com uma aprendizagem significativa, de qualidade e atualizada.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Proporcionar o raciocínio lógico-matemático, letramento digital, produção textual e a oralidade, através da apropriação de recursos tecnológicos de publicação, comunicação e pesquisa, associando com a aquisição de competências para ler escrever, interpretar, raciocinar e falar;

- Oferecer plataformas tecnológicas com recursos que levam ao auxílio e melhoria no desempenho escolar dos alunos, com atividades educativas extraclasse, que fomenta o pleno desenvolvimento do processo educativo e a aprendizagem para o domínio, com ferramentas tecnológicas que despertem a motivação e a concentração dos alunos; 

- Utilizar tecnologias para socializar a leitura, a escrita, e a matemática, promovendo o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, da leitura por prazer, escrita e reescrita, interpretação de textos e oralidade;

- Desenvolver o senso crítico e a criatividade;

- Apoiar a aprendizagem lúdica por meio da utilização e criação de jogos, usando ferramentas tecnológicas como o Wordwall, Kahoot, etc;

- Promover palestras e encontros de formação, para profissionais da educação contribuindo no uso das TICs;

- Despertar o interesse dos alunos nas tarefas propostas em sala de aula e para casa; 

- Permitir que os alunos colaborem e se envolvam com colegas em diferentes partes do município e do mundo;

 

METODOLOGIA

- A aplicação das TICs na educação como ferramenta didática de apoio educacional proposta pela SEMED ocorrerá seguindo as seguintes etapas:

- Criação de plataforma virtual que permitem o aprendizado através da experiência e da interação entre os alunos e professores.

- Uso de ferramentas de comunicação para facilitar a comunicação entre as pessoas envolvidas no processo educativo estreitando o relacionamento e também simplificando a troca de informações, com o envio de recados e comunicados importantes como: e-mail, aplicativos como WhatsApp, site e redes sociais.

- Uso de objetos digitais de aprendizagem (ODA), auxiliando a prática pedagógica dentro ou fora da sala de aula, utilizando os para trabalhar conteúdos e habilidades de maneira mais criativa, munidos de recursos como livros digitais, animações, jogos e videaulas. 

- Uso de ferramentas de gestão que possam simplificar e facilitar a organização dentro e fora da sala de aula, permitindo que o corpo docente gaste menos tempo com as tarefas burocráticas como simulados e correção de provas online.

- Seleção de ferramentas tecnológicas desenvolvidas exclusivamente para o ensino, e adequadas à realidade e ao contexto das instituições, sendo condizentes com os interesses e objetivos da escola, além de oferecer uma boa contribuição para o aprendizado dos alunos.

- Engajamento dos alunos mantendo-os envolvidos nos trabalhos desenvolvidos, evitando distrações e elaborando tarefas que contribuam para a aprendizagem, sendo necessário que a gestão da escola trabalhe coletivamente com os professores a fim de encontrar soluções para esse problema. A equipe deve elaborar, então, critérios para a utilização das ferramentas tecnológicas e para as atividades e avaliações. 

 - Capacitação para os profissionais da educação sobre a correta utilização das ferramentas e recursos digitais nas instituições de ensino, inserindo-os nesse novo contexto tornando com isso toda a equipe capacitada, flexível e aberta no uso das TICs.

- Investir em recursos tecnológicos digitais que possuam capacidade de atualização e que sejam de qualidade, garantindo dessa forma que não se tenha gastos com reparação e novas aquisições.

- Adequação da infraestruturas nos ambientes físicos e virtuais, que possam ser compatíveis com as necessidades do corpo discente, fazendo possíveis investimentos, por exemplo, em laboratórios de informática e em uma biblioteca digital, para aumentar a produtividade e satisfação de alunos e professores. 

RECURSOS

Ferramentas digitais para criação de espaços virtuais de diálogos e dinamização do projeto:

- Notebooks e computadores;

- Tablet;

- Celulares;

- Câmeras de vídeo e foto para computador ou Webcams;

- Impressora com scanner;

- Pen drives;

- Cartão de memória;

- Internet;

- Televisão;

- Câmera fotográfica;

- Wi-fi;

- E-mails;

- Bluetooth;

- Sites.

- YouTube;

- Wikipédia;

- Materiais diversos que atendam às necessidades do projeto;

- Outros.

AVALIAÇÃO

As TICs, que correspondem ao conjunto de ferramentas permitem criar, capturar, interpretar, armazenar, receber e transmitir informações; se fazem cada vez mais presentes nos contextos educacionais (SOARES-LEITE e NASCIMENTO-RIBEIRO, 2012). Desta forma, é necessário avaliar sua importância e quais contribuições esse conjunto de hardwares e softwares pode trazer ao processo educativo. Ou seja, como utilizá-las de modo eficiente, em conjunto com os métodos tradicionais de ensino, para promover uma educação mais efetiva, sólida e de qualidade.

Desta forma, a avaliação do Projeto de Apoio Educacional ao Conectados pela Aprendizagem, propõe a investigação, por meio de acompanhamento presencial e a distância, a evolução nas deficiências educacionais, e nas as habilidades com as TICs, de um grupo de alunos matriculados na rede de ensino de Boa Esperança, previamente selecionados. Com este estudo pretende-se descobrir o nível de avanço e de domínio tecnológico dos discentes, avaliar as dificuldades ainda remanescentes dos conteúdos apresentados para o uso das TICs, e pensar em medidas que auxiliem a evolução e em uma melhor integração dos recursos digitais na formação dos alunos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMAS, Nuria Pons Vilardell (Comp.). Portal do Professor: Novas Tecnologias na Escola. 2014. Disponível em: Acesso em: 26 out. 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1996.

SOARES, Leite, W. S.; NASCIMENTO, Ribeiro, C. A. D. A inclusão das TICs na educação brasileira: problemas e desafios. magis, Revista Internacional, v. 5, n. 10, p. 173-187, julho-dezembro 2012.

CORTELLA, M. S. Pensar Contemporâneo, 2018. Disponível em: Acesso em: 04 setembro 2018.

 CRUZ, E. Representações de alunos sobre a integração curricular das TIC no ensino básico. Educ. Pesquisa, São Paulo, v. 44, p. 1-16, 2018.

SILVEIRA, M. H. P. Teorias da Aprendizagem e as TICs. Curitiba: FAEL, v. 1, 2012.

https://iscoolapp.blog/tecnologia-no-apoio-pedagogico.

https://pt.unesco.org/fieldoffice/brasilia/expertise/ict-education-brazil.

https://blog.saraivaeducacao.com.br/tics-na-educacao/.

https://www.mckinsey.com/featured-insights/future-of-work/jobs-lost-jobs-gained-what-the-future-of-work-will-mean-for-jobs-skills-and-wages/pt-br.

https://blog.lyceum.com.br/caracteristicas-da-geracao-alpha/

 

 

 

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Data de Publicação: quinta-feira, 19 de maio de 2022

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